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A Jornada Nacional de Educação, promovida pelo Centro Universitário Franciscano que, neste ano, está em sua XVI edição, tem sido um dos eventos mais tradicionais na sua área de atuação e na promoção de debates sobre a qualidade no setor educacional.

Com a proposta de reunir pesquisadores, professores e estudantes de licenciaturas, especialmente, a Jornada apresenta, para discussão, os seguintes eixos norteadores: políticas públicas – direitos humanos na educação; cultura, interdisciplinaridade e saberes; formação de professores e profissionalização docente e memória, espaço e identidades.

Ensinar a condição humana, a compreensão e a ética do gênero humano são pilares fundamentais para que se reveja e se (re)avalie a prática pedagógica da atualidade.

Nesse sentido, esta Jornada se propõe a abrir suas portas a reflexões de profissionais de várias áreas para refinar a compreensão dos atores e do cenário: crianças, adolescentes e adultos envolvidos no processo. Por via dessa reflexão, a pertinência do tema: Educação: Território de Saberes.

TERRITÓRIO DE SABERES

1. Políticas públicas e direitos humanos na educação.

A educação tem sido um espaço privilegiado para onde culminam as iniciativas públicas e privadas. Assim, é de grande valia abrir canal de debate a respeito do que realmente tem surtido efeito, dentre tantas propostas. A efetivação dos direitos das crianças e dos adolescentes é o norte que movimenta professores e demais profissionais, o que atesta a necessidade de se ter mecanismos de como proceder em relação ao atendimento, proteção e responsabilidades de cada setor sobre esta fase da condição humana. Tais elementos têm preocupado e levado a ações efetivas nas escolas e na sociedade em geral na caminhada da construção da democracia.

2. Comunicação, tecnologias e novas linguagens.

Os desafios da contemporaneidade são atravessados pelas inovações científicas, em especial aplicadas ao campo da comunicação e informação. Os desdobramentos no âmbito da educação, as alterações promovidas pela utilização crescentes de mecanismos de mídias são motivadores desse espaço de discussão. Que outras linguagens têm sido produzidas? Que uso se tem feito das formas tradicionais de comunicação – o que realmente tem se alterado?

3. Cultura, interdisciplinaridade e saberes

A produção de respostas às necessidades humanas tem se modificado ao longo do tempo e de grupos humanos – o grande mote das vertentes culturais distintas, das formas de vida de nossa espécie. Todo o cabedal científico tem sido mobilizado para tal e as áreas do saber têm evidenciado a necessidade de constante entrecruzamento de propostas que intentam a construção de eixos
que levam o ser humano a questionar, a pensar, a interferir e a subverter as concepções vigentes, a fim de propor novos saberes sobre nossa humanidade.

4. Memória, espaço e identidades

O que podemos ou devemos preservar? Quais as diferenças entre os espaços naturais e os construídos? Há como separar o que o homem produz e altera da natureza? A estas questões une-se a problemática entre passado e presente, tradição e modernidade, o que evidencia a complexidade da produção da memória coletiva e individual, os espaços de vivências e a consequente produção de homo sapiens em seres humanos. A humanização nascida da identidade e da identificação dos sujeitos dentro das sociedades e dos
processos educacionais é reveladora dos momentos de trânsito em que espaço, memória e identidade assumem a mediação do mundo.

5. Formação de professores e profissionalização

A docência requer formação profissional para seu exercício: conhecimentos específicos para exercê-lo adequadamente ou, no mínimo, a aquisição dos conhecimentos e das habilidades vinculadas à atividade. A profissionalidade docente implica em escolhas que ultrapassam o senso comum e se vinculam a conhecimentos complexos e vivências refletidas que vão dando forma a uma condição profissional específica de “ser professor”. O desenvolvimento profissional dos professores pressupõe uma perspectiva de formação que priorize o caráter contextual e organizacional, direcionado para a mudança, superando a visão individualista das ações de aperfeiçoamento docente, apontado, portanto, para o compartilhamento de saberes e fazeres.

6.Didática: teorias, metodologias e práticas

A didática compreende questões específicas de ensinar e aprender, envolvendo planejamento de aulas; concepção e gestão do currículo da disciplina e/ou curso em sua totalidade; processos, técnicas e recursos que podem ser mais adequados para as diferentes situações; modalidades e formas de avaliação; postura em sala de aula; relação com os alunos; organização do ambiente da aula. A prática pedagógica, entendida como essência do trabalho profissional dos professores, é assim revitalizada
pelo domínio de instrumentos metodológicos; pela clareza quanto à opção epistemológica e quanto ao nível cognitivo e intelectual esperado dos alunos durante as situações de aprendizagem; pela criatividade e bom senso na elaboração de situações que desafiem o pensamento e que produzam a novidade; pela capacidade de organizar o planejamento das aulas, as atividades de aprendizagem e a avaliação dos alunos; e pelo espírito investigativo que permite a elaboração própria, o pensamento autônomo e a autoavaliação.

Informações

CARGA HORÁRIA - 40h/a

PÚBLICO ALVO / CLIENTELA

Profissionais e alunos de Pedagogia, Letras, Filosofia, Geografia, História, Química e áreas afins.